É como se já não me reconhece-se. Sempre fui muito convicta de mim, de quem era e do que acreditava. Lutava contra tudo e todos por aquilo que acreditava, magoei-me muitas vezes por isso, mas não me deitava abaixo, porque era isso mesmo que acreditava e ficava feliz por achar que podia mudar "aquele pequeno mundo". Hoje olho-me de cima em diversas situações, como se me observa-se de fora e não gosto do que vejo, questiono tudo o que digo e muitas vezes as palavras nem saem, pois é como se não tivesse uma causa. Sim, porque sempre fui uma mulher de causas, que não consegue ficar indiferente à dor alheia, que não consegue fingir que não vê, que acha que tem de dizer e fazer, mesmo que lhe caia o mundo em cima. Hoje questiono isso tudo, essa dor de querer que os outros o façam quando eu estou a precisar de um puxão. E quando tanto precisei que me dissesse "acredita em ti, pode correr mal, mas se correr estarei aqui". Só não disse, como não estava e penso: será que esta maneira de levar a vida não será uma intrusão, não será visto como abusivo. Olho para mim e penso que ando cá a fazer, a ver passar as pessoas? Não consigo fazer nada por mim, quanto mais pelos outros... Sempre foi esse o meu grande lema de vida, ajudar os que sinto que em determinada situação se sentem mais fracos, que não tem força para lutar, para perceber qual o melhor caminho a seguir... Não consigo encontrar o meu, que sentido faz aquilo que eu achava que nasci para ser?
Fénix, pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Transporta em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Dispensando os elefantes, espero que o renascimento torne as minhas asas mais leves...
sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Recomeçar é mais difícil do que pode parecer...
Sempre me considerei uma mulher forte, com capacidade de recomeçar, de lutar por aquilo em que acredita, por não se deixar ficar numa situação confortável mas pouco feliz... Embora o percurso já não tivesse nada de confortável, recomeçar é doloroso. Questionamos todos os dias o porquê do que aconteceu, como se passou de uma situação a outra, se este é o caminho que se deve seguir daí para a frente... por mais que as respostas indiquem que sim, é difícil não olhar para trás, não repensar... O que existia era tão pouco, porquê de tanta dúvida? Não havia afecto, não havia compreensão, não havia apoio... Então? Havia um sonho e infelizmente esse sonho acabou. Falta agora acreditar num sonho diferente e encaixar que este era apenas isso um sonho...
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