segunda-feira, 28 de maio de 2012

Desaparecida...

Fito as paredes, são imensas, como se me encurralassem. sinto que preciso de sair dali, para respirar... aquele ar é pesado demais, trazendo-o comigo todos os dias. há momentos em que o passado é maior que o futuro, e só ele vejo, como se de um muro se tratasse. tenho que o ultrapassar, ou simplesmente virar as costas percebendo, que mais ao lado há uma passagem que indica paz, serenidade e quem sabe felicidade. não me recordo como se ama, nem tão pouco como é ser amada. já nem sei se sou capaz, se fui talhada para essa caminhada. se mereço... quero agarrar a vida, aproveitar, ve-los crescer e permitir-me ser feliz. tratei-me mal, não tomei conta de mim, pois achei que alguém tomava. tonta, isso não acontece. somos nós que fazemos o nosso próprio trajecto. entreguei nas mãos de alguém que não tinha essa responsabilidade, essa vontade, que me permitiu cair e que nem ficou para ver se me levantava. sem esse espectador, mas com duas estrelas brilhantes que todos os dias me dizem baixinho: levanta-te mãe, estamos contigo e juntos caminharemos para um futuro diferente. acredita, faz por ti, por nós, que nós estamos aqui para te ver reerguer.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

E...

quando descobrimos que vivemos 10 anos com alguém que é tão diferente do que pensavamos...  Viver literalmente com um desconhecido...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Hoje fui-me abaixo...

Num jardim do Porto, senti um aperto no peito... Senti a vida a fugir... O que estou cá a fazer... Quem sou eu, para que sirvo? Não me reconheço, já nem sei quem sou...
Sentada num banco de jardim, senti o meu mundo cair... chorei, chorei... Ao mesmo tempo que falava ao telemóvel, um velhote aproximou-se de mim e disse: o que tem? Não fique assim, vai passear. Fiz-lhe uma festa no ombro, agradeci e segui caminho já mais calma... Pensei, que humanidade, que vida terá tido?

terça-feira, 15 de maio de 2012

...

Finalmente descobri o que já desconfia. Ele já tem outra pessoa... Respiro fundo e penso... Que tamanho tenho eu agora?

segunda-feira, 14 de maio de 2012

....

Demorei muito cair e quando achei que já não ia cair, é como se me tivessem empurrado. Queria mandar embora a raiva, o que foi, o que poderia ter sido. Agarrar-me ao que tenho e lutar por ser feliz. Mas fico estupida agarrada a um passado que na realidade, fora os meus filhos e alguns momentos, deu-me tão pouco do que mais valorizo na vida. Verdade, honestidade e afeto.

Tá Sol...

Queria beber o sol e transportá-lo para dentro de mim... aquecendo-me a alma que ainda transporta muita neblina, frio e humidade... Queria voar com duas asas, sem sentir que posso cair a pique por ainda me sentir menor, sem dimensão e fortaleza... Queria caminhar com vigor, de cabeça erguida, não sentindo já os joelhos no chão... Queria amar sem medo, com desejo e vontade... Queria sentir apoio, dedicação e aquele olhar... Queria sentir-me viva e não a esperar pelo final dos dias...

domingo, 13 de maio de 2012

...

Hoje tenho um aperto no peito... tenho momentos que penso que tenho forças para levantar o mundo, mas logo depois caio... quero sentir e deixar de sentir tudo num ápice... oscilo de humor, de vontade, de crédito... quero dar 10 passos à frente e una quantos atrás... quero olhar a vida de frente e quero fechar os olhos e acreditar que nada disto se passou... Uma vida falhada, um projecto que não teve o rumo desejado... Uma sensação de fracasso, um medo do futuro. Olho para eles, tão inocentes, queria-vos dar o mundo, mas não consigo... queria não falhar, queria poder continuar com o vosso pai para não sentirem que perderam uma asa. Quero vos fazer voar... já não chorava há uma semana... hoje doi-me tudo...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Já se vai respirando...

Já há uns dias que não choro, já há uns dias que não sinto essa vontade... Já há uns dias que consigo imaginar a minha vida no futuro. Já não sinto aquele aperto no peito quando penso nisso. Tenho momentos em que coloco questões, me questiono dos sentimentos que vou sentindo, mas já não o sinto como um cataclismo, mas como um processo natural de crescimento e procura de felicidade. Olho para tudo o que tinha e penso... tinha coisas boas, sim... mas não era feliz... não confiava... não tinha prazer no dia-a-dia... olho para mim e sinto que embora todas as dificuldades, dúvidas, questões, sou mais feliz... Já não sinto uma agonia constante como cada vez que entrava em casa... cada vez que tinha de habitar num individualismo constante, cada vez que me sentia excluída de uma vida que deveria ser partilhada,  cada vez que descobria coisas que deveria saber por vontade e não por acasos, cada vez que queria conversar e ouvia o silêncio, cada vez que perguntava e só via um olhar no chão e um não sei perdido, cada vez que queria fazer programas a dois e só encontrava obstáculos, cada vez que pedia ajuda perceber que os ratos são os primeiros a abandonar o navio... cada vez que me senti repudiada, com vontade de fazer amor e não sabia onde estava, mesmo que estivesse ali ao lado... cada vez que tentei e senti recuo... cada vez que me zanguei e senti indiferença... cada vez que chorei e vi fuga... cada vez que me calei e vi satisfação... cada vez e todas as vezes em que me senti só...
Hoje estou sozinha, mas estou totalmente sozinha, não uma solidão acompanhada que fere por dentro, que nos machuca diariamente, uma destruição constante, um estagnar. Hoje estou só, numa solidão tranquila que tenho de aprender a viver, mas sinto que estou a construir, a caminhar, e que um dia poderei ser muito mais feliz.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Noite fora...

Gargalhadas e conversas profundas... Relatos de histórias inimagináveis, tal a intensidade das mesmas. Ela fala e eu oiço. Por mais que achemos que entendemos tudo, não entendemos nada. E se me considero uma pessoa atenta e observadora, que vou colhendo as migalhas que vão deixando e construindo o pão de outrora. Sabia que existia miolo, sabia que cheirava a farinha, mas não tinha ideia da dimensão dos ingredientes.
Olho para dentro e penso: será que da tua também estás tão distante do real?

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ando às voltas...

Sinto que finalmente estou a aceitar o que se passou comigo, connosco. Cada dia que passa, sinto mais forte essa certeza, de que o caminho é este, que é a partir daqui que irei colher outros frutos. Tenho dias em que o meu vem, mas já menos vezes, já em menor escala. Há já uns dias que não correm lágrimas e que consigo imaginar um futuro mais radioso. Ainda há momentos em que desejo que sintas que me amas e que te arrependes. Eu não me arrependo, mas gostava que sentisses que vais perder mais que ganhar. Talvez por me sentir tão machucada, tão maltratada nestes últimos tempos. Gostava de ser feliz, de me encontrar e de encontrar o amor, aquele que é fidedigno, um apoio sincero, onde podemos fechar os olhos que não desaparece. Neste momento apenas ando a lamber as feridas e esperar que não ardam muito e nem por muito tempo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ele...

Faz-me um arrepiu na espinha... Não posso mesmo... Eu sei...

Mas as suas palavras, mexem comigo... Ele sabe que sim... e eu também sei que ele o sabe fazer...

A olhar fixamente para mim: "Você desconcentra-me que já nem sei o que estou a fazer"

Se eu pudesse...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sonhos e outras considerações

Esta noite dormi duas horas... E mesmo assim, nesse bocadinho sonhei muito. Um ele diferente, embora proibido, causa em mim uma estranha sensação de prazer. Há algo nele que me inquieta. Tenho alguma dificuldade em perceber o que é ao certo. Fico feliz quando ele me liga e quando me diz aquilo que eu quero ouvir. Desde que me cruzei com ele a primeira vez, ( 6 meses) que me causa um arrepiu na espinha. Não posso. Ele não. Mas ele está aqui, junto a mim. Não que ele queira algo, não que eu saiba o que quero. Talvez seja só carencia. Tenho momentos que não sei e me questiono se eu já amei. Acho que me apaixono com facilidade e me ligo às pessoas com tal intensidade que tenho dificuldade em cortar depois. Faço-o mas sempre à custa de muita dor. Quando começo uma relação, acho hoje que nunca penso o suficiente sobre o que sinto. Não faria mal se esse relação fosse para pouco, mas é sempre para ficar, nunca tive relações curtas. Mas será que eu amava essas pessoas, realmente? Ou será que precisava delas, para não me sentir só? E vou ficando, ficando. Há um dia que acho que já não serve, ou não chega, ou começo a ver o quanto falta, mas estou de tal forma ligada, que doi quando ponho o ponto final. Será que não me sei proteger... Como se chama isto? Amor, parvoice, dependencia?

O primeiro passo...

Já um mês passado de tamanha decisão, os primeiros passos começaram:
  • Novo ninho a ser preparado;
  • Excluir-te da minha vida (da minha, não da neles, nunca);
  • Não permitir que te intrometas daquilo que afirmaste que já não queres;
Só falta conseguir aceitar cá dentro tudo aquilo que tento mostar por fora, só falta saber o que fazer quando estou só, só falta perceber como vou levar o dia-a-dia, só falta acreditar em mim, só falta saber o quanto valho como pessoa e mulher, só falta perder a raiva de mim, só falta entender que sou mais importante que qualquer relação, só falta perceber que não quero ninguém junto a mim com um pé de fora, só falta perceber ao certo o que significa amar, só falta entender o que não quero para mim... Só falta....

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Virada do avesso

Dei por mim a pensar, nas cambalhotas que damos na vida e no que elas representam para nós, no hoje e posteriormente no futuro. Quem nunca lhe aconteceu ter a sensação de um momento para o outro a vida ter decidido nos virar de cabeça para baixo? Nesse instante, assusta, ficamos com medo do que nos foi roubado, no que perdemos, de como tudo vai mudar a partir dali. Passado uns tempos, muitas vezes, percebemos que a escala não era bem aquela, ou até poderia ser, mas as janelas que se abriram depois foram somente abertas, porque houve um vento imenso que nos permitiu escancara-las. Noutro dia, numa conversa com uma amiga, ela dizia-me: tens tudo em aberto, já pensaste nisso? Tinhas tudo definido, era assim, bom ou mau, estava definido, tinhas uma profissão, um casamento, uma casa, uma vida... aquela. Hoje tens tudo em aberto. Mudaste de profissão, acabaste com o teu casamento, vais mudar de casa. vais começar de novo, tens tudo em aberto. Podes procurar finalmente a tua felicidade... Fecho os olhos e penso... quero ver a vida assim, um arco iris, sem me agarrar ao que posso ter perdido, mas ao que isso me possibilita ganhar.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dia dificil...

Limpar a poeira e tirar os cacos... Assim fizemos naqueles metros quadrados, como tento todos os dias na minha vida... doeu, pela tua disponibilidade... lembro-me dos motivos da minha solidão, das razões que me fizeram contigo mas só... mesmo na memória, gostava de te odiar, de sentir raiva, de te ver distante... tudo seria mais fácil... se de um cabrão se tratasse, a dor era menor... tenho de matar a negligencia, a ausencia, a dor que me causaste, mas sem matar a pessoa, o que torna tudo muito mais complexo e dificil de atingir... Não te posso sentir presente, para aprender a viver comigo, apenas comigo... O virar a página, mesmo com um bom ser humano, apenas um mau cumplice... Ou talvez eu, não sei...