segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dia das verdades

Hoje é dia da honestidade, dia de dizer aquilo que vai na alma... Não posso, não sei bem o que para lá vai... Sei que a minha cabeça anda às voltas, diz sim, diz não, rodopia e não sabe em que lugar parar... acho mesmo que neste momento é melhor não pensar, o que se deve, o porquê. Aceitar é o lema e continuar, acreditando que a vida terá uma resposta mais certa em breve...

Ouvi uma frase, num filme, que importa registrar:

"Quando acontece, é para sempre"
Mystic river

domingo, 29 de abril de 2012

O universo avisa e nós teimamos...

Tudo trocado, só obstáculos e mesmo assim quero ir, quero ver, queremos conhecer... Um total fiasco! Uma noite perdida... Bem tal no futuro, as gargalhadas digam que valeu a pena... Mas ali, no momento, só queria encontrar a minha cama e nela permanecer e sentir que pelo menos estava a fazer algo útil.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Tudo planeado...

Ups, tive de trocar tudo, as voltas que dá... Mas correspondeu, alterou-se a amanhã, lá vamos nós... às vezes não sei se faço o certo, mas nem sempre temos de pensar em tudo, tudinho, né?
Batem à porta e vem mais um rosto de afecto... Vem partilhar a noite. Esta irá saber a calma, irei ouvir e falar, irei perceber e duvidar. Irei somar à conta de um jardim imenso que nos embala em dias cinzentos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Novas Possibilidades..

Olharam as paredes e respiraram o ar... Traçaste este caminho, que hoje se abre com mais força. Não tarda estarei ai, espero que cedo... Vamos aguardar...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Noite difícil...

Por vezes, questiono-me o que ainda sinto por ele... Não tenho uma resposta concreta... Sei que não era feliz, sei que aquilo que ele me oferecia todos os dias no que toca à parte afetiva era nada... Como se ele fosse autista no campo sentimental... durante muitos anos não sei se não quis ver, se não foi verdadeiramente mostrado... Tento tantas vezes fazer retrospectivas e não consigo entender o que me escapou... Será que já não me lembro, ou será mesmo que verdadeiramente nunca existiu? Gostava de ter estas respostas para entender o que sinto cá dentro, o que me faz ainda estar tão presa ao nada... A segurança, o hábito... Amor? Como se sabe o que é amor, num momento como este? É como se quisesse voar e estivesse frio lá fora, aqui não é quente, mas lá fora deve ser mais frio. Vejo grades à minha volta e não sei se a porta existe, se eu não a quero ou não a consigo abrir... Olho para ele, está tão distante, quase como se não o conhecesse... olho para mim e não sei o que quero, não entendo como se faz, como se solta de algo que não nos faz feliz, mas que é o que conhecemos como vida e com o qual teremos de viver até ao fim. Os filhos criam raizes, para o resto da vida... Como se solta de algo que tem as maiores raizes do mundo? Como se diferencia, o casal dos pais? Queria deixar de ver, deixar de falar, para entender... Não posso. Tenho uma ferida e não posso remover o objecto causador da mesma, deitá-lo fora. Não, tenho de olhar para ele e sentir respeito e cordialidade, onde eu só queria não sentir nada.  Aperta a garganta, embrulha o estomago e sinto a injustiça, e zango-me com ela, com a vida, com aquilo que tenho que enfrentar sem forças tantas vezes para dizer o que quer que seja. Sinto que fui assaltada, roubaram-me a minha vida, sei que ela não era perfeita, mas era a minha, aquela que dediquei, sangue suor e lágrimas, aquela que lutei para ter e agora a vida diz, ups, enganei-me, não deveriamos ter ido por aqui. Agora vira à direita. À Direita? E o que há lá? E o como fica o que está para trás? Onde guardo, o que deito fora? Ai, o que esta noite me fez.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vamos avançar...

Ando há procura de uma frase para colocar na parede da minha nova sala... Bem sei que ainda nem existe sala, nem paredes, mas existe vontade... Queria uma frase que nos faz ir buscar forças ao fundo do poço, mesmo quando a vontade é igual a nada... Assim, quando as lágrimas teimarem em correr agarro-me a ela e voo até ao mundo dos sonhos, onde tudo é possível...

domingo, 22 de abril de 2012

Chegaram...

Ocoração andou apertado estes dias... Eles ausentes e uma mãe mal habituada, sofre... Ver o sorriso deles, a sua felicidade mesmo fora do ninho, deixa-me bem, percebo que não precisam da minha presença para serem felizes... estou dentro deles e eles sabem que sim...

sábado, 21 de abril de 2012

De volta

A alma do Porto trás sempre novas esperanças... Há quem diga que é cinzento, feio, frio... Nunca o senti, o Porto permite-me encontrar uma energia diferente, em cada esquina, em cada rosto ... Já não o pisava há uns 8/9 anos... O objectivo não era o que alguém pensaria, era sim o que tinha decidido... encontrei a resposta que queria, que me permitirá percorrer o caminho que escolhi. Será o indicado? Acredito que sim, sinto que há alguém lá em cima que me é especial que me indica este encontro. Planeaste, pensaste-o há mais de 20 anos e hoje esse pensamento pode ser a resposta a uma vida embrulhada e em estado de caos. Ver crescer um projecto só nosso, que depende da disponibilidade de amigos e a minha eterna gratidão, faz-me crer que terei força para me fazer renascer.

A caminho do futuro...

O dia está cinzento... Entrei no comboio pelas 8 da manhã... Não sei o que me espera quando chegar... Queria encontrar opções, braços abertos, afectos... soluções não obrigatoriamente, só vias e estradas... deixar de encontrar muros e dores. Preciso de respostas que me permitam seguir em frente.

Preciso de me encontrar, saber quem sou, com o que posso contar, em mim. Preciso de saber que sou capaz, que a vida nos vira do avesso, mas nos abre novos horizontes e que podemos devagarinho desenhar a nossa felicidade.

Não sei o que irei encontrar, mas vou cheia de esperança que a vida me permita, agora, uma viragem, desta vez para o lado positivo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sonho

Não te quero... mas o sentido de posse ainda existe... ela, definida, e tu no meu sonho... na minha casa... doeu... os meus filmes, transformados em realidades obscuras acordam-me. Olho o relógio, 4.20 da manhã. Vou ao terraço fumo um cigarro de olhos fechados e peço para sonhar contigo, pai. Quero ver-te num cadeirão, olhar profundamente nos teus olhos e sentir-te aqui sempre.

(In)Definições

E foi... Olhei-te, estranho... como se a vida que mostrasse que tu não és tu... Distante o meu olhar, longe o meu coração... parecia que nada do que se passou existiu... Como se o que passamos, não tivesse existido... como um estranho, francamente conhecido... Falámos, de tudo... Definimos pouco... Mágoa, de lá e de cá... Tentativa grande em acordo... Sem outros intrevenientes... Será possível... Para bem deles, assim espero...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sentar e conversar

Será amanhã... Definir traços largos do que ficou por decidir...

Não tenho vontade, mas tem de ser... Em breve o confronto com o advogado e tenho de ter perguntas e respostas...

Assim será!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Planeamento

Outros reencontros, novos amigos que ajudam no planeamento da nova caminhada. Traços no papel, fita métricas, contas e mais contas... Será?

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amigos

Um fim-de-semana recheado de amigos... Sabe bem sermos amigos... As conquistas de uma vida... Casa cheia de sentimentos, de afetos... Menor o vazio de quem descobriu que o seu maior medo era perceber que o  pai morreu mesmo há 6 anos e que era ele que me faria falta neste momento, seria o meu orientador, o meu sábio. Ver cair O pilar, faz mantermos as bengalas, para não encontrarmos o chão. Descobri o chão agora, sem bengalas. Estou cá, é duro e frio, mas já cá estou, não vou cair, só reerguer-me, um dia quem sabe.

sábado, 14 de abril de 2012

Uma delícia

O jantar correu bem, eles portaram-se lindamente.
A casa era pequena e linda, e eles encontraram o seu lugar, de destaque, não fossem eles quem são, seguros e convictos da sua pessoa. Mas souberam recolher e dar, consoante dançava a noite. Leva-los para a cama já na garagem, uma novidade. O meu pequeno grande teve de ir pelo seu pé que dois já não é para a minha idade.

Jantar

Vamos ter a primeira aventura a três... vamos jantar a casa de uns amigos... tem de ser, não posso parar, fingir que não existo. Tudo mudou, mas temos de nos erguer, alcançar novas conquistas...

Não partam nada, por favor!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Colos

Planeamento de um evento... sabe bem saber como é, estar na crista da onda... A vida é uma novidade... para quem mudou radicalmente de profissão, todos os dias é uma nova aventura.

Corro para casa e quero colo, esse que é tão nosso. Ele dá-me beijo e ela festa na cabeça... Sinto que o vosso colo cria um colchão fofo onde posso cair sem me magoar...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Outros momentos

Trabalhar faz-me bem, faz-me sentir útil... oiço: você sabe que eu adoro a sua maneira de trabalhar...

Sorrio por dentro...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Outros mundos

Gostava de trabalhar ali... tanta gente... gente diferentes, outras caras, outros aromas, outras vivências...

Existe outro mundo para além do nosso...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Suspirar...

Foi um reencontro com a saudade... Pareciam maiores, estiveram longe, mas estavam bem, sem mim. Acarinhados, amados... E eu fiquei mais forte... mais um passo, um de cada vez...

Reencontros

Ontem, vi 3 filmes... Há tanto tempo que isso não acontecia.
Acordei e fui para perto do mar, beber café com um velho amigo. Soube bem... fiquei e estive a ler...

A tarde foi caindo e aproximou-se o reencontro com a realidade, a vinda dos meninos, o encontro com as rotinas, o medo e a incapacidade de um dia a dia....

O medo de estar só ainda habita comigo... Preciso de me reencontrar enquanto pessoa, mas tenho um pavor enorme da solidão, do que o futuro me reserva... será que um dia encontrarei alguém para diminuir estes menos, onde se encontra o colo, onde se pode fechar os olhos e ai permanecer...

Queria viver sem esse medo, o medo de não encontrar com quem partilhar uma vida...

domingo, 8 de abril de 2012

O mar...

Levantei-me e fui ver o mar, sentir o cheiro do mar. Sentei-me num banco de pau, num café que há muito já não ia. Levei um livro que se intitula: "Goste de Si". Nunca acreditei nestes livros de auto-ajuda. Levei, porque queria respostas, ajudas... Pedi um abatanado e ali fiquei a ler e a ver as horas passar. Li-o de fio a pavio. Entendi, que temos de gostar de nós, gostei da metafora da mascara de oxigenio dos aviões, primeiro nós e depois as crianças, pois só se tivermos bem conseguimos ajudar os outros.

Tenho de crescer, crescer por dentro. Aceitar que posso estar sozinha, sozinha com os meus filhos. Aceitar que a vida é um canal de passagem, quer para outro lado quer não, mas não podemos controlar tudo, temos que ser felizes e permitir essa felicidade. Temos de limpar o canal para podermos atrair aquilo que nos permite ser feliz e não mais do mesmo.

Percebi que a tristeza é necessária mas passageira, temos de permanecer enquanto achamos necessário, mas temos de nos encontrar e encontrar essa felicidade sem ali permanecer...

Queria sair, ver gente, outras caras, dançar... Não há ninguém... Aceitar que este é o processo e que vou ter de continuar o caminho e sei que se tornará mais limpo mais cedo do que penso. Assim acredito.

sábado, 7 de abril de 2012

Eu e...

Passei o dia a ver séries, séries gravadas e não vistas, pois a vida não o permitia. Hoje sobrou tempo e espaço, silêncio... Enrolei-me em mantas e fiquei no sofá... Há quanto tempo não o fazia, sem horas, sem regras, sem tempos... Hoje sem choro... Só o vazio que ainda não sei como se preenche....

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Solidão

Estou sozinha. Foram pela primeira vez para o pai. Fiquei a olhar para as paredes e a pensar, como se faz agora, como se passa 3 dias, sem eles, sem familia por perto. Olho em volta e penso, como será o meu, o nosso futuro?

Um dia de cada vez, um minuto de cada vez....

Correm mais umas lágrimas, lavo a cara e recebo mais uma amiga que vem para dar aquilo que só os amigos nos dão.

Sem forças

Fiquei sem forças... percebi que não era capaz. Medo de tudo o que é logistico, de tudo o que é o dia-a-dia. A solidão, os papeis. Vou ter de ser eu para tudo.

Percebi que não sou nem quero ser super mulher, estou fraca, preciso de ajuda.

Preciso ter  apoio por mais que eu te tenha dito que não. Não consigo fazer tudo sozinha, não já.

Vais ficar por perto. Não aqui dentro de casa, isso já não quero, mas perto que me permita conseguir erguer-me.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Um dia...

Hoje estou mais calma, um grupo gigante de amigos, de colo, é impressionante. O telefone não pára.

Sei que é o melhor, mas como fazer, como começar de novo?

Um dia de cada vez, dizem... Como se passa cada dia?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Respirar...

Tirei fotos, tudo, das paredes das molduras...

Sentei-me contigo, meu pequenino grande, expliquei-te.

Disse-te que não ia ser facil, mas que iriamos superar.
Minha pequena pequenina, corres pela casa na alegria do que não se entende...

Vamos viver tempos díficeis, dúvidas, medos, mas estamos juntos à procura de uma nova rota, ainda não vemos terra, mas sabemos que ela existe.

Doi, sinto-me sem forças, mas a querer, muito continuar...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

As cinzas

"Não gosto de ti o suficiente para continuar a tentar... Admiro-te muito, respeito-te muito, mas já não é amor"

Respirei fundo, ouvi, ouvi...

Falei... "Sinto que prolonguei toda esta situação, por medo, medo de estar sozinha, esta semana levou-me a perceber isso e muitas outras coisas e também esta é a minha decisão"

Falámos, de nós pouco, como nos habituamos, dos meninos muito...

Respirei, muito... Sabia que este era o caminho,  sabia há 3 anos atrás...

Coragem, pouca. desaparecer 10 anos de vida, projectos, sonhos, vidas... doi muito...

Vou ter de aprender a respirar sozinha....