Levantei-me e fui ver o mar, sentir o cheiro do mar. Sentei-me num banco de pau, num café que há muito já não ia. Levei um livro que se intitula: "Goste de Si". Nunca acreditei nestes livros de auto-ajuda. Levei, porque queria respostas, ajudas... Pedi um abatanado e ali fiquei a ler e a ver as horas passar. Li-o de fio a pavio. Entendi, que temos de gostar de nós, gostei da metafora da mascara de oxigenio dos aviões, primeiro nós e depois as crianças, pois só se tivermos bem conseguimos ajudar os outros.
Tenho de crescer, crescer por dentro. Aceitar que posso estar sozinha, sozinha com os meus filhos. Aceitar que a vida é um canal de passagem, quer para outro lado quer não, mas não podemos controlar tudo, temos que ser felizes e permitir essa felicidade. Temos de limpar o canal para podermos atrair aquilo que nos permite ser feliz e não mais do mesmo.
Percebi que a tristeza é necessária mas passageira, temos de permanecer enquanto achamos necessário, mas temos de nos encontrar e encontrar essa felicidade sem ali permanecer...
Queria sair, ver gente, outras caras, dançar... Não há ninguém... Aceitar que este é o processo e que vou ter de continuar o caminho e sei que se tornará mais limpo mais cedo do que penso. Assim acredito.
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