É como se já não me reconhece-se. Sempre fui muito convicta de mim, de quem era e do que acreditava. Lutava contra tudo e todos por aquilo que acreditava, magoei-me muitas vezes por isso, mas não me deitava abaixo, porque era isso mesmo que acreditava e ficava feliz por achar que podia mudar "aquele pequeno mundo". Hoje olho-me de cima em diversas situações, como se me observa-se de fora e não gosto do que vejo, questiono tudo o que digo e muitas vezes as palavras nem saem, pois é como se não tivesse uma causa. Sim, porque sempre fui uma mulher de causas, que não consegue ficar indiferente à dor alheia, que não consegue fingir que não vê, que acha que tem de dizer e fazer, mesmo que lhe caia o mundo em cima. Hoje questiono isso tudo, essa dor de querer que os outros o façam quando eu estou a precisar de um puxão. E quando tanto precisei que me dissesse "acredita em ti, pode correr mal, mas se correr estarei aqui". Só não disse, como não estava e penso: será que esta maneira de levar a vida não será uma intrusão, não será visto como abusivo. Olho para mim e penso que ando cá a fazer, a ver passar as pessoas? Não consigo fazer nada por mim, quanto mais pelos outros... Sempre foi esse o meu grande lema de vida, ajudar os que sinto que em determinada situação se sentem mais fracos, que não tem força para lutar, para perceber qual o melhor caminho a seguir... Não consigo encontrar o meu, que sentido faz aquilo que eu achava que nasci para ser?
Fénix, pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Transporta em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Dispensando os elefantes, espero que o renascimento torne as minhas asas mais leves...
sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Recomeçar é mais difícil do que pode parecer...
Sempre me considerei uma mulher forte, com capacidade de recomeçar, de lutar por aquilo em que acredita, por não se deixar ficar numa situação confortável mas pouco feliz... Embora o percurso já não tivesse nada de confortável, recomeçar é doloroso. Questionamos todos os dias o porquê do que aconteceu, como se passou de uma situação a outra, se este é o caminho que se deve seguir daí para a frente... por mais que as respostas indiquem que sim, é difícil não olhar para trás, não repensar... O que existia era tão pouco, porquê de tanta dúvida? Não havia afecto, não havia compreensão, não havia apoio... Então? Havia um sonho e infelizmente esse sonho acabou. Falta agora acreditar num sonho diferente e encaixar que este era apenas isso um sonho...
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Desaparecida...
Fito as paredes, são imensas, como se me encurralassem. sinto que preciso de sair dali, para respirar... aquele ar é pesado demais, trazendo-o comigo todos os dias. há momentos em que o passado é maior que o futuro, e só ele vejo, como se de um muro se tratasse. tenho que o ultrapassar, ou simplesmente virar as costas percebendo, que mais ao lado há uma passagem que indica paz, serenidade e quem sabe felicidade. não me recordo como se ama, nem tão pouco como é ser amada. já nem sei se sou capaz, se fui talhada para essa caminhada. se mereço... quero agarrar a vida, aproveitar, ve-los crescer e permitir-me ser feliz. tratei-me mal, não tomei conta de mim, pois achei que alguém tomava. tonta, isso não acontece. somos nós que fazemos o nosso próprio trajecto. entreguei nas mãos de alguém que não tinha essa responsabilidade, essa vontade, que me permitiu cair e que nem ficou para ver se me levantava. sem esse espectador, mas com duas estrelas brilhantes que todos os dias me dizem baixinho: levanta-te mãe, estamos contigo e juntos caminharemos para um futuro diferente. acredita, faz por ti, por nós, que nós estamos aqui para te ver reerguer.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
E...
quando descobrimos que vivemos 10 anos com alguém que é tão diferente do que pensavamos... Viver literalmente com um desconhecido...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Hoje fui-me abaixo...
Num jardim do Porto, senti um aperto no peito... Senti a vida a fugir... O que estou cá a fazer... Quem sou eu, para que sirvo? Não me reconheço, já nem sei quem sou...
Sentada num banco de jardim, senti o meu mundo cair... chorei, chorei... Ao mesmo tempo que falava ao telemóvel, um velhote aproximou-se de mim e disse: o que tem? Não fique assim, vai passear. Fiz-lhe uma festa no ombro, agradeci e segui caminho já mais calma... Pensei, que humanidade, que vida terá tido?
terça-feira, 15 de maio de 2012
...
Finalmente descobri o que já desconfia. Ele já tem outra pessoa... Respiro fundo e penso... Que tamanho tenho eu agora?
segunda-feira, 14 de maio de 2012
....
Demorei muito cair e quando achei que já não ia cair, é como se me tivessem empurrado. Queria mandar embora a raiva, o que foi, o que poderia ter sido. Agarrar-me ao que tenho e lutar por ser feliz. Mas fico estupida agarrada a um passado que na realidade, fora os meus filhos e alguns momentos, deu-me tão pouco do que mais valorizo na vida. Verdade, honestidade e afeto.
Tá Sol...
Queria beber o sol e transportá-lo para dentro de mim... aquecendo-me a alma que ainda transporta muita neblina, frio e humidade... Queria voar com duas asas, sem sentir que posso cair a pique por ainda me sentir menor, sem dimensão e fortaleza... Queria caminhar com vigor, de cabeça erguida, não sentindo já os joelhos no chão... Queria amar sem medo, com desejo e vontade... Queria sentir apoio, dedicação e aquele olhar... Queria sentir-me viva e não a esperar pelo final dos dias...
domingo, 13 de maio de 2012
...
Hoje tenho um aperto no peito... tenho momentos que penso que tenho forças para levantar o mundo, mas logo depois caio... quero sentir e deixar de sentir tudo num ápice... oscilo de humor, de vontade, de crédito... quero dar 10 passos à frente e una quantos atrás... quero olhar a vida de frente e quero fechar os olhos e acreditar que nada disto se passou... Uma vida falhada, um projecto que não teve o rumo desejado... Uma sensação de fracasso, um medo do futuro. Olho para eles, tão inocentes, queria-vos dar o mundo, mas não consigo... queria não falhar, queria poder continuar com o vosso pai para não sentirem que perderam uma asa. Quero vos fazer voar... já não chorava há uma semana... hoje doi-me tudo...
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Já se vai respirando...
Já há uns dias que não choro, já há uns dias que não sinto essa vontade... Já há uns dias que consigo imaginar a minha vida no futuro. Já não sinto aquele aperto no peito quando penso nisso. Tenho momentos em que coloco questões, me questiono dos sentimentos que vou sentindo, mas já não o sinto como um cataclismo, mas como um processo natural de crescimento e procura de felicidade. Olho para tudo o que tinha e penso... tinha coisas boas, sim... mas não era feliz... não confiava... não tinha prazer no dia-a-dia... olho para mim e sinto que embora todas as dificuldades, dúvidas, questões, sou mais feliz... Já não sinto uma agonia constante como cada vez que entrava em casa... cada vez que tinha de habitar num individualismo constante, cada vez que me sentia excluída de uma vida que deveria ser partilhada, cada vez que descobria coisas que deveria saber por vontade e não por acasos, cada vez que queria conversar e ouvia o silêncio, cada vez que perguntava e só via um olhar no chão e um não sei perdido, cada vez que queria fazer programas a dois e só encontrava obstáculos, cada vez que pedia ajuda perceber que os ratos são os primeiros a abandonar o navio... cada vez que me senti repudiada, com vontade de fazer amor e não sabia onde estava, mesmo que estivesse ali ao lado... cada vez que tentei e senti recuo... cada vez que me zanguei e senti indiferença... cada vez que chorei e vi fuga... cada vez que me calei e vi satisfação... cada vez e todas as vezes em que me senti só...
Hoje estou sozinha, mas estou totalmente sozinha, não uma solidão acompanhada que fere por dentro, que nos machuca diariamente, uma destruição constante, um estagnar. Hoje estou só, numa solidão tranquila que tenho de aprender a viver, mas sinto que estou a construir, a caminhar, e que um dia poderei ser muito mais feliz.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Noite fora...
Gargalhadas e conversas profundas... Relatos de histórias inimagináveis, tal a intensidade das mesmas. Ela fala e eu oiço. Por mais que achemos que entendemos tudo, não entendemos nada. E se me considero uma pessoa atenta e observadora, que vou colhendo as migalhas que vão deixando e construindo o pão de outrora. Sabia que existia miolo, sabia que cheirava a farinha, mas não tinha ideia da dimensão dos ingredientes.
Olho para dentro e penso: será que da tua também estás tão distante do real?
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Ando às voltas...
Sinto que finalmente estou a aceitar o que se passou comigo, connosco. Cada dia que passa, sinto mais forte essa certeza, de que o caminho é este, que é a partir daqui que irei colher outros frutos. Tenho dias em que o meu vem, mas já menos vezes, já em menor escala. Há já uns dias que não correm lágrimas e que consigo imaginar um futuro mais radioso. Ainda há momentos em que desejo que sintas que me amas e que te arrependes. Eu não me arrependo, mas gostava que sentisses que vais perder mais que ganhar. Talvez por me sentir tão machucada, tão maltratada nestes últimos tempos. Gostava de ser feliz, de me encontrar e de encontrar o amor, aquele que é fidedigno, um apoio sincero, onde podemos fechar os olhos que não desaparece. Neste momento apenas ando a lamber as feridas e esperar que não ardam muito e nem por muito tempo.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Ele...
Faz-me um arrepiu na espinha... Não posso mesmo... Eu sei...
Mas as suas palavras, mexem comigo... Ele sabe que sim... e eu também sei que ele o sabe fazer...
A olhar fixamente para mim: "Você desconcentra-me que já nem sei o que estou a fazer"
Se eu pudesse...
Mas as suas palavras, mexem comigo... Ele sabe que sim... e eu também sei que ele o sabe fazer...
A olhar fixamente para mim: "Você desconcentra-me que já nem sei o que estou a fazer"
Se eu pudesse...
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Sonhos e outras considerações
Esta noite dormi duas horas... E mesmo assim, nesse bocadinho sonhei muito. Um ele diferente, embora proibido, causa em mim uma estranha sensação de prazer. Há algo nele que me inquieta. Tenho alguma dificuldade em perceber o que é ao certo. Fico feliz quando ele me liga e quando me diz aquilo que eu quero ouvir. Desde que me cruzei com ele a primeira vez, ( 6 meses) que me causa um arrepiu na espinha. Não posso. Ele não. Mas ele está aqui, junto a mim. Não que ele queira algo, não que eu saiba o que quero. Talvez seja só carencia. Tenho momentos que não sei e me questiono se eu já amei. Acho que me apaixono com facilidade e me ligo às pessoas com tal intensidade que tenho dificuldade em cortar depois. Faço-o mas sempre à custa de muita dor. Quando começo uma relação, acho hoje que nunca penso o suficiente sobre o que sinto. Não faria mal se esse relação fosse para pouco, mas é sempre para ficar, nunca tive relações curtas. Mas será que eu amava essas pessoas, realmente? Ou será que precisava delas, para não me sentir só? E vou ficando, ficando. Há um dia que acho que já não serve, ou não chega, ou começo a ver o quanto falta, mas estou de tal forma ligada, que doi quando ponho o ponto final. Será que não me sei proteger... Como se chama isto? Amor, parvoice, dependencia?
O primeiro passo...
Já um mês passado de tamanha decisão, os primeiros passos começaram:
- Novo ninho a ser preparado;
- Excluir-te da minha vida (da minha, não da neles, nunca);
- Não permitir que te intrometas daquilo que afirmaste que já não queres;
Só falta conseguir aceitar cá dentro tudo aquilo que tento mostar por fora, só falta saber o que fazer quando estou só, só falta perceber como vou levar o dia-a-dia, só falta acreditar em mim, só falta saber o quanto valho como pessoa e mulher, só falta perder a raiva de mim, só falta entender que sou mais importante que qualquer relação, só falta perceber que não quero ninguém junto a mim com um pé de fora, só falta perceber ao certo o que significa amar, só falta entender o que não quero para mim... Só falta....
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Virada do avesso
Dei por mim a pensar, nas cambalhotas que damos na vida e no que elas representam para nós, no hoje e posteriormente no futuro. Quem nunca lhe aconteceu ter a sensação de um momento para o outro a vida ter decidido nos virar de cabeça para baixo? Nesse instante, assusta, ficamos com medo do que nos foi roubado, no que perdemos, de como tudo vai mudar a partir dali. Passado uns tempos, muitas vezes, percebemos que a escala não era bem aquela, ou até poderia ser, mas as janelas que se abriram depois foram somente abertas, porque houve um vento imenso que nos permitiu escancara-las. Noutro dia, numa conversa com uma amiga, ela dizia-me: tens tudo em aberto, já pensaste nisso? Tinhas tudo definido, era assim, bom ou mau, estava definido, tinhas uma profissão, um casamento, uma casa, uma vida... aquela. Hoje tens tudo em aberto. Mudaste de profissão, acabaste com o teu casamento, vais mudar de casa. vais começar de novo, tens tudo em aberto. Podes procurar finalmente a tua felicidade... Fecho os olhos e penso... quero ver a vida assim, um arco iris, sem me agarrar ao que posso ter perdido, mas ao que isso me possibilita ganhar.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Dia dificil...
Limpar a poeira e tirar os cacos... Assim fizemos naqueles metros quadrados, como tento todos os dias na minha vida... doeu, pela tua disponibilidade... lembro-me dos motivos da minha solidão, das razões que me fizeram contigo mas só... mesmo na memória, gostava de te odiar, de sentir raiva, de te ver distante... tudo seria mais fácil... se de um cabrão se tratasse, a dor era menor... tenho de matar a negligencia, a ausencia, a dor que me causaste, mas sem matar a pessoa, o que torna tudo muito mais complexo e dificil de atingir... Não te posso sentir presente, para aprender a viver comigo, apenas comigo... O virar a página, mesmo com um bom ser humano, apenas um mau cumplice... Ou talvez eu, não sei...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Dia das verdades
Hoje é dia da honestidade, dia de dizer aquilo que vai na alma... Não posso, não sei bem o que para lá vai... Sei que a minha cabeça anda às voltas, diz sim, diz não, rodopia e não sabe em que lugar parar... acho mesmo que neste momento é melhor não pensar, o que se deve, o porquê. Aceitar é o lema e continuar, acreditando que a vida terá uma resposta mais certa em breve...
Ouvi uma frase, num filme, que importa registrar:
"Quando acontece, é para sempre"
Mystic river
domingo, 29 de abril de 2012
O universo avisa e nós teimamos...
Tudo trocado, só obstáculos e mesmo assim quero ir, quero ver, queremos conhecer... Um total fiasco! Uma noite perdida... Bem tal no futuro, as gargalhadas digam que valeu a pena... Mas ali, no momento, só queria encontrar a minha cama e nela permanecer e sentir que pelo menos estava a fazer algo útil.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Tudo planeado...
Ups, tive de trocar tudo, as voltas que dá... Mas correspondeu, alterou-se a amanhã, lá vamos nós... às vezes não sei se faço o certo, mas nem sempre temos de pensar em tudo, tudinho, né?
Batem à porta e vem mais um rosto de afecto... Vem partilhar a noite. Esta irá saber a calma, irei ouvir e falar, irei perceber e duvidar. Irei somar à conta de um jardim imenso que nos embala em dias cinzentos.
Batem à porta e vem mais um rosto de afecto... Vem partilhar a noite. Esta irá saber a calma, irei ouvir e falar, irei perceber e duvidar. Irei somar à conta de um jardim imenso que nos embala em dias cinzentos.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Novas Possibilidades..
Olharam as paredes e respiraram o ar... Traçaste este caminho, que hoje se abre com mais força. Não tarda estarei ai, espero que cedo... Vamos aguardar...
terça-feira, 24 de abril de 2012
Noite difícil...
Por vezes, questiono-me o que ainda sinto por ele... Não tenho uma resposta concreta... Sei que não era feliz, sei que aquilo que ele me oferecia todos os dias no que toca à parte afetiva era nada... Como se ele fosse autista no campo sentimental... durante muitos anos não sei se não quis ver, se não foi verdadeiramente mostrado... Tento tantas vezes fazer retrospectivas e não consigo entender o que me escapou... Será que já não me lembro, ou será mesmo que verdadeiramente nunca existiu? Gostava de ter estas respostas para entender o que sinto cá dentro, o que me faz ainda estar tão presa ao nada... A segurança, o hábito... Amor? Como se sabe o que é amor, num momento como este? É como se quisesse voar e estivesse frio lá fora, aqui não é quente, mas lá fora deve ser mais frio. Vejo grades à minha volta e não sei se a porta existe, se eu não a quero ou não a consigo abrir... Olho para ele, está tão distante, quase como se não o conhecesse... olho para mim e não sei o que quero, não entendo como se faz, como se solta de algo que não nos faz feliz, mas que é o que conhecemos como vida e com o qual teremos de viver até ao fim. Os filhos criam raizes, para o resto da vida... Como se solta de algo que tem as maiores raizes do mundo? Como se diferencia, o casal dos pais? Queria deixar de ver, deixar de falar, para entender... Não posso. Tenho uma ferida e não posso remover o objecto causador da mesma, deitá-lo fora. Não, tenho de olhar para ele e sentir respeito e cordialidade, onde eu só queria não sentir nada. Aperta a garganta, embrulha o estomago e sinto a injustiça, e zango-me com ela, com a vida, com aquilo que tenho que enfrentar sem forças tantas vezes para dizer o que quer que seja. Sinto que fui assaltada, roubaram-me a minha vida, sei que ela não era perfeita, mas era a minha, aquela que dediquei, sangue suor e lágrimas, aquela que lutei para ter e agora a vida diz, ups, enganei-me, não deveriamos ter ido por aqui. Agora vira à direita. À Direita? E o que há lá? E o como fica o que está para trás? Onde guardo, o que deito fora? Ai, o que esta noite me fez.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Vamos avançar...
Ando há procura de uma frase para colocar na parede da minha nova sala... Bem sei que ainda nem existe sala, nem paredes, mas existe vontade... Queria uma frase que nos faz ir buscar forças ao fundo do poço, mesmo quando a vontade é igual a nada... Assim, quando as lágrimas teimarem em correr agarro-me a ela e voo até ao mundo dos sonhos, onde tudo é possível...
domingo, 22 de abril de 2012
Chegaram...
Ocoração andou apertado estes dias... Eles ausentes e uma mãe mal habituada, sofre... Ver o sorriso deles, a sua felicidade mesmo fora do ninho, deixa-me bem, percebo que não precisam da minha presença para serem felizes... estou dentro deles e eles sabem que sim...
sábado, 21 de abril de 2012
De volta
A alma do Porto trás sempre novas esperanças... Há quem diga que é cinzento, feio, frio... Nunca o senti, o Porto permite-me encontrar uma energia diferente, em cada esquina, em cada rosto ... Já não o pisava há uns 8/9 anos... O objectivo não era o que alguém pensaria, era sim o que tinha decidido... encontrei a resposta que queria, que me permitirá percorrer o caminho que escolhi. Será o indicado? Acredito que sim, sinto que há alguém lá em cima que me é especial que me indica este encontro. Planeaste, pensaste-o há mais de 20 anos e hoje esse pensamento pode ser a resposta a uma vida embrulhada e em estado de caos. Ver crescer um projecto só nosso, que depende da disponibilidade de amigos e a minha eterna gratidão, faz-me crer que terei força para me fazer renascer.
A caminho do futuro...
O dia está cinzento... Entrei no comboio pelas 8 da manhã... Não sei o que me espera quando chegar... Queria encontrar opções, braços abertos, afectos... soluções não obrigatoriamente, só vias e estradas... deixar de encontrar muros e dores. Preciso de respostas que me permitam seguir em frente.
Preciso de me encontrar, saber quem sou, com o que posso contar, em mim. Preciso de saber que sou capaz, que a vida nos vira do avesso, mas nos abre novos horizontes e que podemos devagarinho desenhar a nossa felicidade.
Não sei o que irei encontrar, mas vou cheia de esperança que a vida me permita, agora, uma viragem, desta vez para o lado positivo.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Sonho
Não te quero... mas o sentido de posse ainda existe... ela, definida, e tu no meu sonho... na minha casa... doeu... os meus filmes, transformados em realidades obscuras acordam-me. Olho o relógio, 4.20 da manhã. Vou ao terraço fumo um cigarro de olhos fechados e peço para sonhar contigo, pai. Quero ver-te num cadeirão, olhar profundamente nos teus olhos e sentir-te aqui sempre.
(In)Definições
E foi... Olhei-te, estranho... como se a vida que mostrasse que tu não és tu... Distante o meu olhar, longe o meu coração... parecia que nada do que se passou existiu... Como se o que passamos, não tivesse existido... como um estranho, francamente conhecido... Falámos, de tudo... Definimos pouco... Mágoa, de lá e de cá... Tentativa grande em acordo... Sem outros intrevenientes... Será possível... Para bem deles, assim espero...
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Sentar e conversar
Será amanhã... Definir traços largos do que ficou por decidir...
Não tenho vontade, mas tem de ser... Em breve o confronto com o advogado e tenho de ter perguntas e respostas...
Assim será!
Não tenho vontade, mas tem de ser... Em breve o confronto com o advogado e tenho de ter perguntas e respostas...
Assim será!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Planeamento
Outros reencontros, novos amigos que ajudam no planeamento da nova caminhada. Traços no papel, fita métricas, contas e mais contas... Será?
terça-feira, 17 de abril de 2012
Amigos
Um fim-de-semana recheado de amigos... Sabe bem sermos amigos... As conquistas de uma vida... Casa cheia de sentimentos, de afetos... Menor o vazio de quem descobriu que o seu maior medo era perceber que o pai morreu mesmo há 6 anos e que era ele que me faria falta neste momento, seria o meu orientador, o meu sábio. Ver cair O pilar, faz mantermos as bengalas, para não encontrarmos o chão. Descobri o chão agora, sem bengalas. Estou cá, é duro e frio, mas já cá estou, não vou cair, só reerguer-me, um dia quem sabe.
sábado, 14 de abril de 2012
Uma delícia
O jantar correu bem, eles portaram-se lindamente.
A casa era pequena e linda, e eles encontraram o seu lugar, de destaque, não fossem eles quem são, seguros e convictos da sua pessoa. Mas souberam recolher e dar, consoante dançava a noite. Leva-los para a cama já na garagem, uma novidade. O meu pequeno grande teve de ir pelo seu pé que dois já não é para a minha idade.
A casa era pequena e linda, e eles encontraram o seu lugar, de destaque, não fossem eles quem são, seguros e convictos da sua pessoa. Mas souberam recolher e dar, consoante dançava a noite. Leva-los para a cama já na garagem, uma novidade. O meu pequeno grande teve de ir pelo seu pé que dois já não é para a minha idade.
Jantar
Vamos ter a primeira aventura a três... vamos jantar a casa de uns amigos... tem de ser, não posso parar, fingir que não existo. Tudo mudou, mas temos de nos erguer, alcançar novas conquistas...
Não partam nada, por favor!
Não partam nada, por favor!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Colos
Planeamento de um evento... sabe bem saber como é, estar na crista da onda... A vida é uma novidade... para quem mudou radicalmente de profissão, todos os dias é uma nova aventura.
Corro para casa e quero colo, esse que é tão nosso. Ele dá-me beijo e ela festa na cabeça... Sinto que o vosso colo cria um colchão fofo onde posso cair sem me magoar...
Corro para casa e quero colo, esse que é tão nosso. Ele dá-me beijo e ela festa na cabeça... Sinto que o vosso colo cria um colchão fofo onde posso cair sem me magoar...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Outros momentos
Trabalhar faz-me bem, faz-me sentir útil... oiço: você sabe que eu adoro a sua maneira de trabalhar...
Sorrio por dentro...
Sorrio por dentro...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Outros mundos
Gostava de trabalhar ali... tanta gente... gente diferentes, outras caras, outros aromas, outras vivências...
Existe outro mundo para além do nosso...
Existe outro mundo para além do nosso...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Suspirar...
Foi um reencontro com a saudade... Pareciam maiores, estiveram longe, mas estavam bem, sem mim. Acarinhados, amados... E eu fiquei mais forte... mais um passo, um de cada vez...
Reencontros
Ontem, vi 3 filmes... Há tanto tempo que isso não acontecia.
Acordei e fui para perto do mar, beber café com um velho amigo. Soube bem... fiquei e estive a ler...
A tarde foi caindo e aproximou-se o reencontro com a realidade, a vinda dos meninos, o encontro com as rotinas, o medo e a incapacidade de um dia a dia....
O medo de estar só ainda habita comigo... Preciso de me reencontrar enquanto pessoa, mas tenho um pavor enorme da solidão, do que o futuro me reserva... será que um dia encontrarei alguém para diminuir estes menos, onde se encontra o colo, onde se pode fechar os olhos e ai permanecer...
Queria viver sem esse medo, o medo de não encontrar com quem partilhar uma vida...
Acordei e fui para perto do mar, beber café com um velho amigo. Soube bem... fiquei e estive a ler...
A tarde foi caindo e aproximou-se o reencontro com a realidade, a vinda dos meninos, o encontro com as rotinas, o medo e a incapacidade de um dia a dia....
O medo de estar só ainda habita comigo... Preciso de me reencontrar enquanto pessoa, mas tenho um pavor enorme da solidão, do que o futuro me reserva... será que um dia encontrarei alguém para diminuir estes menos, onde se encontra o colo, onde se pode fechar os olhos e ai permanecer...
Queria viver sem esse medo, o medo de não encontrar com quem partilhar uma vida...
domingo, 8 de abril de 2012
O mar...
Levantei-me e fui ver o mar, sentir o cheiro do mar. Sentei-me num banco de pau, num café que há muito já não ia. Levei um livro que se intitula: "Goste de Si". Nunca acreditei nestes livros de auto-ajuda. Levei, porque queria respostas, ajudas... Pedi um abatanado e ali fiquei a ler e a ver as horas passar. Li-o de fio a pavio. Entendi, que temos de gostar de nós, gostei da metafora da mascara de oxigenio dos aviões, primeiro nós e depois as crianças, pois só se tivermos bem conseguimos ajudar os outros.
Tenho de crescer, crescer por dentro. Aceitar que posso estar sozinha, sozinha com os meus filhos. Aceitar que a vida é um canal de passagem, quer para outro lado quer não, mas não podemos controlar tudo, temos que ser felizes e permitir essa felicidade. Temos de limpar o canal para podermos atrair aquilo que nos permite ser feliz e não mais do mesmo.
Percebi que a tristeza é necessária mas passageira, temos de permanecer enquanto achamos necessário, mas temos de nos encontrar e encontrar essa felicidade sem ali permanecer...
Queria sair, ver gente, outras caras, dançar... Não há ninguém... Aceitar que este é o processo e que vou ter de continuar o caminho e sei que se tornará mais limpo mais cedo do que penso. Assim acredito.
Tenho de crescer, crescer por dentro. Aceitar que posso estar sozinha, sozinha com os meus filhos. Aceitar que a vida é um canal de passagem, quer para outro lado quer não, mas não podemos controlar tudo, temos que ser felizes e permitir essa felicidade. Temos de limpar o canal para podermos atrair aquilo que nos permite ser feliz e não mais do mesmo.
Percebi que a tristeza é necessária mas passageira, temos de permanecer enquanto achamos necessário, mas temos de nos encontrar e encontrar essa felicidade sem ali permanecer...
Queria sair, ver gente, outras caras, dançar... Não há ninguém... Aceitar que este é o processo e que vou ter de continuar o caminho e sei que se tornará mais limpo mais cedo do que penso. Assim acredito.
sábado, 7 de abril de 2012
Eu e...
Passei o dia a ver séries, séries gravadas e não vistas, pois a vida não o permitia. Hoje sobrou tempo e espaço, silêncio... Enrolei-me em mantas e fiquei no sofá... Há quanto tempo não o fazia, sem horas, sem regras, sem tempos... Hoje sem choro... Só o vazio que ainda não sei como se preenche....
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Solidão
Estou sozinha. Foram pela primeira vez para o pai. Fiquei a olhar para as paredes e a pensar, como se faz agora, como se passa 3 dias, sem eles, sem familia por perto. Olho em volta e penso, como será o meu, o nosso futuro?
Um dia de cada vez, um minuto de cada vez....
Correm mais umas lágrimas, lavo a cara e recebo mais uma amiga que vem para dar aquilo que só os amigos nos dão.
Um dia de cada vez, um minuto de cada vez....
Correm mais umas lágrimas, lavo a cara e recebo mais uma amiga que vem para dar aquilo que só os amigos nos dão.
Sem forças
Fiquei sem forças... percebi que não era capaz. Medo de tudo o que é logistico, de tudo o que é o dia-a-dia. A solidão, os papeis. Vou ter de ser eu para tudo.
Percebi que não sou nem quero ser super mulher, estou fraca, preciso de ajuda.
Preciso ter apoio por mais que eu te tenha dito que não. Não consigo fazer tudo sozinha, não já.
Vais ficar por perto. Não aqui dentro de casa, isso já não quero, mas perto que me permita conseguir erguer-me.
Percebi que não sou nem quero ser super mulher, estou fraca, preciso de ajuda.
Preciso ter apoio por mais que eu te tenha dito que não. Não consigo fazer tudo sozinha, não já.
Vais ficar por perto. Não aqui dentro de casa, isso já não quero, mas perto que me permita conseguir erguer-me.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Um dia...
Hoje estou mais calma, um grupo gigante de amigos, de colo, é impressionante. O telefone não pára.
Sei que é o melhor, mas como fazer, como começar de novo?
Um dia de cada vez, dizem... Como se passa cada dia?
Sei que é o melhor, mas como fazer, como começar de novo?
Um dia de cada vez, dizem... Como se passa cada dia?
terça-feira, 3 de abril de 2012
Respirar...
Tirei fotos, tudo, das paredes das molduras...
Sentei-me contigo, meu pequenino grande, expliquei-te.
Disse-te que não ia ser facil, mas que iriamos superar.
Minha pequena pequenina, corres pela casa na alegria do que não se entende...
Vamos viver tempos díficeis, dúvidas, medos, mas estamos juntos à procura de uma nova rota, ainda não vemos terra, mas sabemos que ela existe.
Doi, sinto-me sem forças, mas a querer, muito continuar...
Sentei-me contigo, meu pequenino grande, expliquei-te.
Disse-te que não ia ser facil, mas que iriamos superar.
Minha pequena pequenina, corres pela casa na alegria do que não se entende...
Vamos viver tempos díficeis, dúvidas, medos, mas estamos juntos à procura de uma nova rota, ainda não vemos terra, mas sabemos que ela existe.
Doi, sinto-me sem forças, mas a querer, muito continuar...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
As cinzas
"Não gosto de ti o suficiente para continuar a tentar... Admiro-te muito, respeito-te muito, mas já não é amor"
Respirei fundo, ouvi, ouvi...
Falei... "Sinto que prolonguei toda esta situação, por medo, medo de estar sozinha, esta semana levou-me a perceber isso e muitas outras coisas e também esta é a minha decisão"
Falámos, de nós pouco, como nos habituamos, dos meninos muito...
Respirei, muito... Sabia que este era o caminho, sabia há 3 anos atrás...
Coragem, pouca. desaparecer 10 anos de vida, projectos, sonhos, vidas... doi muito...
Vou ter de aprender a respirar sozinha....
Respirei fundo, ouvi, ouvi...
Falei... "Sinto que prolonguei toda esta situação, por medo, medo de estar sozinha, esta semana levou-me a perceber isso e muitas outras coisas e também esta é a minha decisão"
Falámos, de nós pouco, como nos habituamos, dos meninos muito...
Respirei, muito... Sabia que este era o caminho, sabia há 3 anos atrás...
Coragem, pouca. desaparecer 10 anos de vida, projectos, sonhos, vidas... doi muito...
Vou ter de aprender a respirar sozinha....
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