Fito as paredes, são imensas, como se me encurralassem. sinto que preciso de sair dali, para respirar... aquele ar é pesado demais, trazendo-o comigo todos os dias. há momentos em que o passado é maior que o futuro, e só ele vejo, como se de um muro se tratasse. tenho que o ultrapassar, ou simplesmente virar as costas percebendo, que mais ao lado há uma passagem que indica paz, serenidade e quem sabe felicidade. não me recordo como se ama, nem tão pouco como é ser amada. já nem sei se sou capaz, se fui talhada para essa caminhada. se mereço... quero agarrar a vida, aproveitar, ve-los crescer e permitir-me ser feliz. tratei-me mal, não tomei conta de mim, pois achei que alguém tomava. tonta, isso não acontece. somos nós que fazemos o nosso próprio trajecto. entreguei nas mãos de alguém que não tinha essa responsabilidade, essa vontade, que me permitiu cair e que nem ficou para ver se me levantava. sem esse espectador, mas com duas estrelas brilhantes que todos os dias me dizem baixinho: levanta-te mãe, estamos contigo e juntos caminharemos para um futuro diferente. acredita, faz por ti, por nós, que nós estamos aqui para te ver reerguer.
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